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PCH IBICARÉ

8 de out.
5 min de leitura

Atualizado: 9 de out.

A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Ibicaré, com potência instalada de 9,0 MW, está em fase de construção no Rio do Peixe, no município de Ibicaré (SC).

Durante a implantação do empreendimento, são executados programas e controles ambientais em atendimento às condicionantes da Licença Ambiental de Instalação (LAI), com foco na prevenção, minimização e mitigação dos impactos associados às atividades construtivas.

O blog da PCH Ibicaré integra as ações do Programa de Comunicação Social do empreendimento e tem como objetivo divulgar informações atualizadas sobre as etapas de construção e as atividades ambientais desenvolvidas, por meio de um canal de comunicação acessível à população.




Este blog apresenta, de forma clara e resumida, as atividades desenvolvidas na PCH Ibicaré no âmbito dos principais programas ambientais, entre janeiro e junho de 2026.


Construção Civil

Ao longo do semestre de janeiro a junho de 2026, as atividades construtivas avançaram na execução das estruturas do vertedouro e da casa de força da PCH Ibicaré, incluindo etapas de concretagem e montagem de componentes mecânicos e hidromecânicos.

Paralelamente, a equipe da Arbórea realizou o acompanhamento ambiental das frentes de trabalho, verificando as condições das áreas em obra e a adoção das medidas de controle ambiental.



Gerenciamento dos Resíduos Gerados

O gerenciamento de resíduos no canteiro de obras da PCH Ibicaré envolve a segregação, o acondicionamento, o armazenamento temporário e a destinação adequada dos resíduos domésticos e da construção civil.

Os resíduos domésticos são separados em lixeiras identificadas e encaminhados pela coleta seletiva municipal para destinação em aterro licenciado. Já os resíduos da construção civil, como aço e madeira sem possibilidade de reaproveitamento na obra, são armazenados em baias específicas e destinados a locais licenciados, com emissão de Manifesto de Transporte junto ao IMA.

O acompanhamento dessas atividades é realizado por meio da supervisão ambiental da obra e da orientação dos colaboradores e das empresas terceirizadas sobre os procedimentos adequados de manejo dos resíduos.



Monitoramento da Qualidade da Água

O Rio do Peixe também foi acompanhado por meio de campanhas de monitoramento da qualidade da água, com análises de parâmetros físicos, químicos e indicadores ambientais.

Os resultados obtidos indicaram, de modo geral, condições classificadas como boas pelo Índice de Qualidade da Água.  A avaliação dos diferentes pontos de amostragem também permite considerar as condições ambientais existentes fora da área diretamente relacionada ao empreendimento, contribuindo para uma compreensão mais ampla da qualidade da água na região.



Monitoramento da Ictiofauna

O monitoramento da fauna aquática do Rio do Peixe incluiu o levantamento de peixes (ictiofauna) e macroinvertebrados aquáticos.

Para a captura dos peixes, foram instaladas cinco redes de espera (mediante autorização do órgão ambiental competente) em cada ponto amostral, ao entardecer, com retirada ao amanhecer, totalizando 12 horas de amostragem. Também foram realizados 05 lances de tarrafa por ponto, durante a manhã. Após a identificação, a medição, a pesagem e o registro fotográfico, os exemplares foram devolvidos ao rio.

Ao todo, foram registrados 226 peixes, pertencentes a 15 espécies, 07 famílias e 02 ordens, com biomassa total de 19,816 kg.

O monitoramento de macroinvertebrados registrou 07 valvas vazias de Cyanocyclas limosa (marisco-de-água-doce) e 07 de Corbicula sp. (berbigão-de-água-doce), sem ocorrência de indivíduos vivos nas amostras.




Bagre-malhado (Microglanis eurystoma)


Biru (Steindachnerina brevipinna)


Boca-de-moça (Leporinus amae)



Cascudo-abacaxi (Hemiancistrus sp.)


Cascudo (Hypostomus isbrueckeri)


Cascudo-chocolate (Hypostomus spiniger)



Cascudo-roseta (Ancistrus sp.)


Jundiá (Rhamdia quelen)


Lambari (Psalidodon saguazu)




Lambari (Astyanax lacustris)


Lambari (Bryconamericus iheringii)


Lambari (Psalidodon scabripinnis)


Saicanga (Oligosarcus jenynsii)


Traíra (Hoplias malabaricus)


Violinha (Rineloricaria sp.)


Programa de Comunicacão Social e Educação Ambiental

As ações de comunicação com a população e a rede escolar, aliadas à disseminação de informações ambientais, somam 38 campanhas trimestrais realizadas até o momento. As atividades de janeiro a junho de 2026 envolveram a distribuição de materiais informativos sobre a recuperação da vegetação nativa nas APP’s do empreendimento, a proteção da fauna silvestre e a importância da conservação ambiental.

Também foram realizadas ações educativas relacionadas a espécies de aves presentes na região, como o tauató-miúdo e a corujinha-do-mato, com a divulgação de informações que auxiliam no reconhecimento e na valorização da fauna local.

No canteiro de obras, foram realizadas atividades de educação ambiental com os colaboradores, abordando a conservação da natureza e as boas práticas ambientais a serem adotadas durante a execução das obras.



Monitoramento, Resgate, Conservação e Manejo da Flora

O monitoramento da flora na PCH Ibicaré acompanhou o desenvolvimento das plantas resgatadas e realocadas ainda no período de supressão vegetal. Entre janeiro e junho de 2026, foram avaliadas suas condições de adaptação ao novo local, com resultados satisfatórios e registros de emissão de novas folhas e raízes, indicando o desenvolvimento dos indivíduos após o replantio.

Também estão em desenvolvimento 1.233 mudas em um viveiro, sendo 1.055 provenientes de sementes coletadas nas áreas de supressão vegetal e 178 de plântulas resgatadas e replantadas. As mudas serão utilizadas na recuperação de áreas degradadas do empreendimento e no enriquecimento das Áreas de Preservação Permanente (APPs).



Monitoramento e Controle da Estabilidade dos Taludes

Atualmente, 07 taludes são monitorados na PCH Ibicaré, por meio de inspeções técnicas para avaliar as condições do terreno e identificar possíveis alterações.

As avaliações permitem acompanhar as áreas e subsidiar a definição de medidas preventivas ou corretivas, conforme a necessidade.




Programa de Recuperação da Faixa Ciliar ao Entorno do Reservatório

Um dos destaques do semestre foi o início das ações de recuperação da faixa ciliar no entorno do futuro reservatório da PCH Ibicaré, em trecho localizado às margens do Rio do Peixe.

A atividade contemplou o plantio de 440 mudas de espécies nativas: grápia (Apuleia leiocarpa) e araucária (Araucaria angustifolia), ambas ameaçadas de extinção.

Para favorecer o estabelecimento da vegetação, foram realizadas atividades de preparação e cercamento da área, plantio e acompanhamento das mudas. Nas avaliações realizadas durante o semestre, os exemplares apresentaram condições satisfatórias, sem necessidade de replantio.

A iniciativa representa um passo importante para a recuperação da vegetação ciliar e para a valorização de espécies nativas da região.




Programa de Monitoramento da Fauna Terrestre

O monitoramento da fauna terrestre foi realizado entre os dias 12 e 18 de março de 2026, no verão, e de 10 a 16 de junho de 2026, no outono, na área de influência da PCH Ibicaré.

As atividades incluíram busca ativa, instalação de armadilhas (mediante autorização do órgão ambiental competente), deslocamentos por transectos e caminhadas em estradas e acessos existentes, abrangendo o monitoramento para os grupos de mamíferos, aves, anfíbios e répteis.

Ao todo, foram registradas 13 espécies de mamíferos, 95 de aves, 08 de anfíbios e 04 de répteis. Não houve necessidade de resgate de animais silvestres durante o período monitorado.




Gavião-carijó (Rupornis magnirostris)


Coleirinho (Sporophila caerulescens)


Bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus)


Sapo-cururu (Rhinella icterica)


Rã-manteiga (Leptodactylus luctator)


Teiú (Salvator merianae)








Monitoramento Hidrossedimentológico


A PCH Ibicaré realiza o monitoramento hidrossedimentológico do Rio do Peixe, com medições para avaliar o transporte de sedimentos e sólidos em suspensão ao longo do rio. O projeto das estações hidrológicas foi aprovado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 9 de fevereiro de 2022.

Entre janeiro e junho de 2026, foram realizadas duas medições na seção fluviométrica do empreendimento, nos dias 9 de abril e 26 de junho, contribuindo para o acompanhamento das condições hidrológicas e do transporte de sedimentos no rio.




 
 
 

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